Se as eleições fossem hoje o PSD estaria no limiar da maioria absoluta, ao recuperar seis pontos e ultrapassou o PS, segundo o Barómetro Marktest para «Diário de Notícias» e «TSF» relativo ao mês de Outubro.
Mas há um pequeno pormenor: as eleições não são hoje...
Os socialistas sofrem uma queda de cinco pontos, passando para os 37 por ecnto, sete pontos atrás dos sociais-democratas, que recolhem 44 por cento das intenções de voto para as legislativas.
Segundo a análise feita pelos especialistas os número reflectem o resultado do processo Casa Pia, da divulgação das escutas telefónicas ao líder do PS e a outros dirigentes socialistas, bem como da polémica em torno da libertação de Paulo Pedroso.
O PCP regressa à posição de terceira força política, recuperando com 6 por cento das intenções de voto, trocando de lugar com o Bloco de Esquerda (5,5 por cento), em queda de um por cento.
No último lugar entre as forças políticas mantém-se o CDS/PP, com 4 por cento e perdendo apenas algumas décimas face ao barómetro de Setembro.
Como as eleições são daqui a dois anos, muitas sondagens irão que ser feitas e muito se irá especular.
Carreira Marques, autarca de Beja, e um dos mais activos renovadores comunistas, no Baixo Alentejo, teve a coragem de dizer aos microfones da Rádio Pax (Beja), que com Álvaro Cunhal, Carlos Brito não teria sido expulso do PCP.
Sobre Álvaro Cunhal, o líder histórico do PCP, Carreira Marques considerou que o seu peso, nos dias de hoje, deriva mais da sua imagem do que uma influência efectiva na vida do partido.
"Se calhar, com Álvaro Cunhal activo algumas das coisas que se passaram teriam sido diferentes. Não acredito que Álvaro Cunhal tivesse optado pela expulsão de Carlos Brito", disse o autarca.
Para Carreira Marques, que recusa a ideia de formação de um novo partido, os renovadores estão a desempenhar um papel determinante, ainda que externamente isso não seja visível, na mudança do PCP - "Se calhar, os renovadores estão a mudar muita coisa. Nunca se discutiu tanto estas questões no interior do partido".
O professor (e também treinador de futebol) José Mário Mourinho tem o mérito de ter chegado, meteoricamente, a campeão nacional e não está disposto a ver os seus objectivos de renovação irem por água abaixo só porque um seu jogador perdeu (a cabeça) uma bota.
Mourinho (a treinar o clube dos anti-mouros) levantou a voz contra os que o querem derrubar. Contra os que planearam a cabala para fazer com que o FCP não seja campeão.
Tal como se disse em 11 de Setembro de 2001, a subversão pode estar a crescer dentro das próprias hostes.
Mourinho foi professor de Educação Física no secundário e ainda não deve ter esquecido como se lida com os jovens...
Normalmente acordamos a ouvir notícias e hoje não foi excepção, contudo, quando, pela rádio se soube que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Aragão Seia, defendeu alterações à lei para evitar o "excesso de garantias" concedidas aos cidadãos, que permitem adiamentos sucessivos dos julgamentos e a prescrição dos processos, a minha mulher, que sempre disse que o julgamento do caso Casa Pia nunca irá à barra do Tribunal, comentou: «Ora aí está».
Aragão Seia sublinhou a necessidade de garantir a defesa dos cidadãos, mas manifestou-se contra "manobras dilatórias" que muitas vezes acabam na prescrição dos processos instaurados.
O juiz defende que as modificações legislativas se façam mediante um calendário, para contornar a ideia de que as alterações são promovidas em função dos interesses do momento de qualquer processo.
Sobre as alterações ao Código de Processo Penal no capítulo das escutas telefónicas, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça não vê inconvenientes nas revisões e adaptações legislativas, mas defende que "ninguém fique imune" a tal mecanismo de investigação.
O presidente do Governo Regional da Madeira diz que «isto é um País onde uma carta anónima justifica a abertura de um processo judicial. Isto significa que é um País de bufos onde se cultiva ainda o espírito da PIDE».
Alberto João Jardim é de opinião que «isto tem que levar uma grande volta, doa a quem doer».
Perante as declarações deste destacado dirigente do PPD/PSD resta saber o que irão dizer os seus correlegionários depois do ilhéu ter dito, alto e bom som que as leis foram feitas pelos políticos e só estão a ser aplicadas pelos magistrados.
Não serei um apaixonado pelas touradas.
Não gasto um tostão para assistir a uma corrida e mesmo quando me oferecem bilhetes arranjo uma desculpa e declino o convite.
Quando o espectáculo é transmitido pela TV não perco tempo porque os comentadores (tal como no futebol) são muito fracos e não abordam as técnicas do toureio, perdendo-se com as questões laterais da tourada.
Mas, mesmo assim, poderei estar de acordo que o facto de um edil português ter sido eleito presidente da Direcção da Confederação Mundial das Cidades Taurinas constitui um motivo de regosijo.
Os defensores dos interesses dos animais contestarão esta tese, mas tomarei a mesma posição quando souber que um português foi eleito presidente mundial da luta pela defesa dos animais.
Mas vamos à «notícia»: João Lobo, presidente da Câmara Municipal da Moita, foi eleito, por unanimidade, presidente da Direcção da Confederação Mundial das Cidades Taurinas para o biénio 2004/2005, no VI Congresso Mundial das Cidades Taurinas que decorreu em Santarém, sob o tema "A Festa Lugares de Encontro".
Mudou a hora mas não mudaram os hábitos.
O café da manhã de domingo e a leitura dos matutinos têm um outro sabor.
O DN sabe disso e oferece-nos 1.000 caracteres, servidos pelo teclado de Ruben de Carvalho.
A crónica é pequena mas a mestria está em dizer muito em poucas palavras.
Como alguém nos ensinou: "escrever bem é dizer o que se quer com o menor número de palavras", e Rubem escreveu...
Bruxedos
Por mim, dou-me por satisfeito.
Foi uma semana em cheio.
Inaugurou-se a estereofonia em directo no Largo do Rato, com o secretário-geral a falar à Comissão Política e o Dr. Santos Silva a dizer o mesmo aos jornalistas. Tecnicamente não foi muito sofisticado, mas o princípio é inovador até ao pasmo.
Tivemos igualmente a TVI a proporcionar a primeira masturbação ao vivo em telejornal.
Um momento de enorme riqueza informativa, grande significado deontológico e rara elevação moral.
A embrulhada da Portucel, por outro lado, continua a prometer.
Finalmente, o Panteão Nacional foi cedido para o lançamento do último livro de Harry Potter, ali se reconstituindo a aula de bruxaria frequentada pelo protagonista.
Infelizmente, só alguns eleitos munidos de convite puderam assistir a esta magnífica expressão de bom senso e, sobretudo, de bom gosto.
Porque a verdade é que andamos todos a precisar de ir à bruxa.
Estou a assistir a um debate com parlamentares europeus, na RTP2.
Fala-se do referendo, da eventual Constituição Europeia.
O tema é interessante.
São intervenientes Ilda Figueiredo (PCP), Luís Queiró (CDS), José Pacheco Pereira (PPD), Mário Soares (PS) e uma senhora que (acredito) pode ser muito boa jornalista, mas não serve como moderadora.
Não sei (porque não apanhei) o nome da moderadora, mas quem se porta daquela maneira não deve ter nome.
É evidente que não estarei de acordo com tudo o que disseram os eurodeputados, mas não percebi como é que um moderador se deixa cilindrar por todos eles e acabou por ser o único elemento que estava ali a mais.
Um bom programa que precisa de outro timoneiro.
A Comissão Europeia organiza, de 12 a 14 de Novembro, uma conferência de grande envergadura sobre o futuro do desenvolvimento rural.
A conferência, intitulada "Semeando o futuro rural - perspectivas para uma política rural numa Europa mais vasta", terá lugar em Salzburgo, na Áustria.
Tem por objectivo proporcionar uma ampla plataforma de reflexão sobre a experiência adquirida com a geração actual de programas de desenvolvimento rural (2000/2006) financiados pela Comunidade e estabelecer prioridades para o período de programação seguinte, a partir de 2007, no âmbito de uma UE alargada.
Boas perspectivas para a agricultura portuguesa, agora já com Alqueva. Será?
Não sou grande fumador. Só fumo charuto e não é com regularidade. Pode dizer-se, com propriedade, que não tenho vício, mas mesmo assim vou deixar de fumar, porque não sabia que é mesmo perigoso.
Quem me alertou foi Carlos Carvalhas, quando andou a colar cartazes da campanha de esclarecimento do PCP, que diz que «O Governo prejudica o País».
Ora, se são conhecidos os malefícios do tabaco, como é que iremos ficar com as decisões do Governo?
Os problemas do Bairro da Bela Vista, na cidade de Setúbal, são de tal modo preocupantes que uma jovem moradora, estudante do 2º ano de Comunicação Social, na Escola Superior de Educação, diz, numa reclamação que faz num jornal digital, que muitas vezes se sente lesada por morar onde mora.
A jovem pede para para que se dê mais atenção a este bairro, que muitas pessoas chamam de, marginalizado.
"Como moradora posso afirmar que somos postos de parte pela fama ou pela degradação do bairro. Já se contam alguns meses desde a última limpeza, que foi feita por parte da Junta de Freguesia de S. Sebastião, e os sinais de degradação já se começam a mostrar.
"A limpeza do bairro não pode ser feita apenas nas ruas principais, mas sim em todas as imediações do bairro, incluindo os lugares mais recônditos. É vergonhoso ver que o Bairro da Bela Vista é caido no esquecimento e relembrado na hora das eleições.
"Esta foi uma maneira que encontrei de alertar-vos para a necessidade de atenção e de cuidados para com este bairro.
"Os comentários obscuros são dos mais variados e nem deles consigo escapar, como não tenho possibilidades financeiras para abandonar o bairro, só me resta apelar para que prestem mais atenção ao bairro, ao meu bairro.
"Sei que não é fácil lidar com todos os problemas que o Bairro da Bela Vista
tem, mas primeiro que tal começarem por "reeducar" os moradores.
"Campanhas de sensibilização e alertas nunca são demais e podem ser o começo para um novo caminho. Estou ciente de que é dificil lidar com este bairro mas com tempo e com dedicação podemos chegar a um novo rumo. Eu decidi contribuir desta forma, talvez algum dia alguém acorde e ouça o meu apelo..."
Jorge Ribeiro é jornalista há 35 anos e coloca, esta sexta-feira, nas livrarias o seu livro «Capital Mueda» que segundo João Paulo Borges Coelho "só quem foi protagonista pode descrever a Guerra Colonial desta maneira".
Pezarat Correia diz de «Capital Mueda» que "era este o clima de guerra", ou ainda como salienta Inácio Semedo: "a tensão da guerra fielmente retratada nas suas facetas mais dramáticas".
Em Moçambique, para onde foi mobilizado em finais de 1971, fez reportagem de guerra durante 27 meses. No regresso, seleccionou a Coluna Mueda-Nangololo como um dos trabalhos que mais o marcaram - acima de tudo pela importância, dimensão, significado e resultados da operação, desencadeada na mítica capital da guerra portuguesa em África, Mueda.
A Secção de Reportagem do Destacamento Fotocine, que chefiou, também recebia ordens da RTP, onde o responsável pela informação era o mesmo oficial que, a partir de Lisboa, controlava o que se passava nos três teatros de guerra. Os serviços da Censura faziam o resto. Muita da película que Jorge Ribeiro impressionou não chegou aos ecrãs, mas os seus textos sobreviveram.
Foi o que aconteceu com «Capital Mueda», uma das referências na Literatura da Guerra.
Numa destas manhãs da RTP, o «menino Tonecas» teve o que se chama uma boa saída.
Falando da recente campanha de sensibilização contra os malefícios do tabaco, o «Tonecas» lembrou que se se aumentasse o imposto sobre o tabaco se poderiam subsidiar os livros, para que estes fossem mais baratos.
As crianças têm sempre razão.
Hoje há poesia.
Confesso que não sou capaz de entrar numa livraria para comprar poesia, apesar de gostar de ler e ouvir Florbela, Ary, Camões, Bocage, Gedeão e pouco mais.
Mas gostei deste Poema Genial do amigo Isaurindo Abegão, um alentejano residente, há quase meio século, em Setúbal.
Poema Genial
NÃO TE AMO MAIS.
Estarei mentindo se disser que
ainda te quero como sempre quis.
Tenho a certeza que
nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
não significas nada.
Não poderei dizer jamais que
alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
JÁ TE ESQUECI !!!
E, jamais usarei a frase
EU TE AMO.
Mas tenho que dizer a verdade,
É TARDE DEMAIS.
Isaurindo Abegão
(Agora, leia de baixo para cima)
O distrito de Setúbal já teve, em simultâneo, cinco equipas na I Divisão (a que agora se chama SuperLiga) mas a decadência económica que se foi abatendo pela região atirou o Barreirense, a Quimigal (CUF), o Montijo, o Amora, o Seixal e, por último o Vitória de Setúbal, para os escalões inferiores.
Na Liga de Honra (II Divisão) os sadinos começam a comprometer a sua aspiração de regeressar ao convívio dos grandes e a debilidade do tecido económico da cidade do Sado não é estranha a este facto.
No Alentejo, que também já teve boa representação ao mais alto nível da modalidade, apenas o Estrela de Vendas Novas (treinado por José Rocha) sobrevive ao nível da II Divisão B.
É verdade que se as equipas do Sul não conseguem estar na alta roda do futebol, o lugar que ocuparam é preenchido pelos clubes do Norte, mas não se fique com a ideia de que por ali se nada em dinheiro...
O ex-treinador de futebol Octávio Machado é presidente dos Bombeiros Voluntários de Palmela e disse à Rádio Pal que está preocupado com a falta de limpeza das matas daquele concelho. É verdade que «todos sabemos do que Octávio está a falar» quando diz que é preciso mais fiscalização, no sentido de travar o que considera ser uma questão de cultura.
Diz o polémico «mister» que basta um pequeno passeio por algumas da matas do concelho para verificar um facto que ninguém pode desmentir.
Lixos de toda a natureza são depositados no meio de florestas, sem qualquer tipo de tratamento.
Numa entrevista concendida à Pal FM, Octávio Machado fala desta problemática
mas também da recente reestruturação no Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, de quem espera agora mais diálogo e apoio às corporações de bombeiros.
Raquel Cardoso vai assumir o lugar de deputada no Parlamento Europeu, já a partir da próxima segunda-feira, em substituição do social-democrata Jorge Moreira da Silva, que foi chamado a integrar o Governo como secretário de Estado do Ensino Superior, correndo-se o risco de se perder uma boa professora e não se saber se ganhamos uma boa parlamentar.
Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas Português/Francês pela Faculdade de Letras de Lisboa, Raquel Cardoso é professora em Setúbal há mais de 30 anos onde desempenhou vários cargos nos conselhos directivos de algumas escolas.
Raquel Cardoso era a décima sexta nas listas do PSD em 1999, aquando das eleições para o Parlamento Europeu, e com as várias substituições efectuadas torna-se na primeira pessoa do PSD/Setúbal a integrar a ascender ao lugar de deputada europeia.
A eurodeputada deverá permanecer em Estrasburgo até às próximas eleições europeias, que se realizam a 13 de Junho de 2004, e deverá ocupar o lugar na Comissão de Ambiente deixado vago por Jorge Moreira da Silva.
Raquel Cardoso, que considera “Setúbal como a sua segunda casa”, uma vez que nasceu no Alentejo, mais propriamente no distrito de Évora há 51 anos, já disse que vai ao longo dos próximos oito meses “ fazer todos os possíveis para divulgar ao mais alto nível o nome do distrito de Setúbal e todas as suas potencialidades. Esta é uma terra de gente com vontade, com um potencial imenso e com um enquadramento único. É isso que eu vou tentar mostrar, na medida das minhas capacidades, aos europeus.”
Bem sei que a Vladimir Ilich Ilianov já esta questão se punha. Foi mesmo tema de um dos seus muitos textos. Mas nos dias que correm nem sempre a resposta está nos classicos.
Num grupo de amigos há alguém que está perturbado porque a entrada de Portugal na UE o obrigou a deixar a profissão de «despachante». Viu-se no desemprego e com a carreira arruinada.
Este homem sabe o que é a solidariedade, a fraternidade e o fazer bem. Mas o momento não lhe dá serenidade suficiente para perceber que os seus gestos incomadam os que o rodeiam, incluindo aqui a família.
É um homem bom que os amigos não supotam....
O blog Eu-adoptei divulga hoje que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa propõe-se criar “cursos” de formação de candidatos a pais adoptivos. “De modo a conhecerem a realidade da adopção: o tipo de crianças adoptáveis, as instituições onde estas vivem, os cuidados a terem nos casos mais complicados”, explica Alexandra Roçadas. O objectivo é dar qualidade ao processo de adopção e ultrapassar os principais problemas apresentados pelos candidatos: a falta de comunicação e o longo tempo de espera.
É um blog que está a fazer serviço público, o que é de louvar.
Segundo o jornal digital NotíciasAlentejo o Pavilhão Multiusos do Parque de Feiras e Exposições de Reguengos de Monsaraz recebe, a partir de segunda-feira e até dia 26, a X Edição da Feira do Livro local e, na abertura, Luís Carmelo faz a pré-apresentação da sua mais recente obra de poesia - «50 Poemas para a Blogoesfera».
O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas teve a coragem de avisar as entidades competentes que a qualidade de ensino das academias pode estar em causa se persistirem cortes orçamentais no sector.
Adriano Pimpão falou no final de uma reunião com a ministra da Ciência e do Ensino Superior, o Orçamento de Estado para 2004, onde se prevê que as universidades recebam menos 1,5 a dois por cento em relação ao ano anterior.
É de louvar a decisão do Director-Geral da Administração da Justiça de mandar investigar a existência de documentos, como partes de notificações e inquéritos, nos caixotes do lixo à porta do Tribunal de Instrução Criminal.
Muito se terá que investigar em tudo o que é caixote do lixo de repartição ou instituto público...
A existência de folhas inteiras com a inscrição «Departamento de Investigação e Acção Penal» no cabeçalho nos caixotes do lixo que foram colocados à porta do TIC foi descoberta por jornalistas que se encontravam no local à espera do final do interrogatório a Hugo Marçal.
De entre os vários documentos, além de folhas com menções a nomes e números de telefones, existiam ainda partes de inquéritos, notificações e certidões, tendo os funcionários do TIC, ao dar pelo que se passava, recolhido os caixotes.
Vamos descobrir que as máquinas trituradoras de papel estão avariadas e que não há dinheiro para proceder às sua reparação.
O inspector Gil Martins, que até segunda-feira ocupou as funções de coordenador das operações de socorro, vai presidir à comissão de estudo das novas valências de formação da futura Escola Nacional de Bombeiros e Protecção Civil demosntrando que nunca há perigo de se ficar no desemprego.
A comissão presidida por Gil Martins começa a funcionar nos próximos dias e terá a seu cargo o estudo e a elaboração dos novos currículos de formação.
Após uma violenta época de incêndios, que este Verão consumiu mais de 390.000 hectares de floresta e mata, provocou inúmeros prejuízos, a morte de 20 pessoas e levou a detenção de mais de uma centena de suspeitos de fogo posto, Gil Martins abandonou segunda-feira as funções de coordenador nacional das operações de socorro, sendo o nome do seu sucessor anunciado esta quarta-feira pelo ministro da Administração Interna.
O secretário de Estado do Trabalho reconheceu que todos os dias fecham seis empresas em Portugal e que este número é preocupante e que é preciso salvaguardar os direitos dos trabalhadores.
Segundo a Comunicação Social o secretário de Estado do Trabalho está apreensivo pois "trata-se de uma situação que é do ponto de vista do mercado de trabalho preocupante".
O responsável salienta "que não é tanto o número de empresas que encerram ou o número de falências que nos devem chamar a atenção, mas sobretudo o número de empresas que não nascem e os postos de trabalho que não se criam".
Podemos dizer que mais preocupados do que o governante estão os muitos milhares de trabalhadores que estão desempregados e os muitos jovens que começam a perder esperanças de conseguir o primeiro emprego a curto prazo.
Intróito regressou ao nosso convívio. Conforme diz, uma avaria na «máquina» deixou-nos privados da sua agradável prosa.
Cá estamos para o ler. Todos os dias.
Os circuitos temáticos do Seixal são uma boa iniciativa para visitar o património histórico, natural e industrial deste concelho, tais como azulejos, igrejas matrizes e antigas instalações industrial.
As visitas são gratuitas e decorrem aos sábados à tarde e as deslocações são feitas em autocarro municipal.
Programa
18 de Outubro, sábado
Azulejos – Património Vivo
Inscrições até 15 de Outubro
14 horas – Encontro junto ao Gabinete de Turismo, seguido de passeio pedestre no Núcleo Urbano Antigo do Seixal
14.45 horas . Visita à Quinta da Trindade
16 horas – Visita À Igreja Matriz de Arrentela
16.45 horas – Visita À Quinta da Fidalga
17.30 horas – Fim da visita e regresso ao Seixal
15 de Novembro, sábado
Circuito do Património Industrial
Inscrições até 12 de Novembro
14.30 horas – Encontro junto ao Gabinete de Turismo da Câmara Municipal do Seixal
14.45 horas – Visita ao Núcleo Naval de Arrentela
15.45 horas – Moinho de Maré de Corroios (exterior)
16.20 horas – Visita À Fábrica de Cortiça Mundet
17 horas – Fim da visita
13 de Dezembro, sábado
Igrejas Matrizes
Inscrições até 10 de Dezembro
14.30 horas – Encontro junto ao Gabinete de Turismo
14.45 horas – Visita à Igreja Matriz de Paio Pires
15.30 horas – Visita à Igreja Matriz de Arrentela
16.30 horas – Visita à Igreja Matriz de Amora
17.15 horas – Visita à Igreja Matriz do Seixal
17.45 horas – Fim da visita
Tal como os eborenses se preocupam com o dia a dia do seu concelho, também os montijenses se debruçam sobre os problemas da «velha» Aldeia Galega.
Um debate interessante a acompanhar nos blogs Montijo no Mapa, no Escândalos no Montijo e nos jornais «Notícias do Montijo» «Nova Gazeta» e «Jornal do Montijo».
Os blogs levaram a discussão à cidade de Évora. Uns contra a Câmara Municipal. Outros a favor, como convém nestas circunstâncias. E os jornais, digitais ou em suporte papel a ajudarem e a procurarem alguma isenção, com o NoticiasAlentejo a tentar moderar o debate, mas sem grande sucesso.
Os blogs mais activos (conhecidos) são O Chaparro, o Évora dos Pequeninos e o ÉvoraSim, este um pouco desactualizado.
Quem não tem gostado muito desta iniciativa é o edil.
A revista «Única» do Expresso de hoje tem, a páginas 128 e 129, um trabalho de Paulo Querido que nos dá a conhecer o muito que se pode fazer nesta área.
Sem pretender fazer publicidade daquele semanário, recomendamos a leitura.
O Conselho de Ministros oficializou, esta sexta-feira, a extinção dos regimes de crédito bonificado para a compra, construção e realização de obras em habitações, o que contribui, de forma positiva, para que os portugueses não fiquem cada vez mais endividados, comprando habitações que não estão ao seu alcance.
Desde Maio de 2002, que os regimes de crédito bonificado se encontravam suspensos, tendo sido uma das mais contestadas medidas tomadas pelo Governo de Durão Barroso, pouco tempo após ter tomado posse.
Na prática, o recurso ao crédito bonificado seria possível até ao final do mês de Setembro do ano passado, admitindo então o Governo repor a medida, dependendo do equilíbrio das Finanças Públicas.
O debate parlamentar, desta sexta-feira, teve, como sempre acontece, bons momentos de retórica. Não interessa aqui e agora quais os intervenientes, mas devemos dizer que Carlos Carvalhas, ao referir-se ao primeiro-ministro inglês, Tony Blair, acrescentou: "essa avestruz"...
Após a intervenção do líder do PCP o presidente da AR fez questão de dizer que não é correcto um deputado referir-se daquela maneira ao primeiro-ministro de um país aliado.
Na resposta Carvalhas cofessou "não querer ofender o animal".
No meu tempo de estudante ficávamos muito satisfeitos quando não tinhamos aulas. Não devia ser um exclusivo da minha geração, porque, já mais velho, bem via a satisfação dos miúdos a gritarem pelas ruas «Não há escola».
Vem isto a propósito de 450 alunos da Escola Básica 2/3 Grão Vasco, em Viseu, estarem a viver bons momentos por não terem professor a várias disciplinas, o que lhes deve dar uma grande satisfação.
Mas porque vivemos num país onde ninguém fica satisfeito quando vê o outro feliz, logo apareceram os pais e encarregados de educação de alunos a lamentaram que, quase um mês depois do início das aulas estas ainda não tenham iniciado a algumas disciplinas.
Dizem os pais que esta situação é "gravemente lesiva" do direito à educação, coloca também em causa a segurança dos alunos, uma vez que "a escola não tem capacidade humana para os vigiar quando ficam sem aulas" e exigem ao Ministério da Educação que coloque os professores em falta "com a máxima brevidade", para que as aulas possam decorrer normalmente.
O Sindicato dos Professores da Região Centro diz que esta situação se repete noutras escolas e acusa o Ministério da Educação de ser politica e tecnicamente incapaz de fazer os concursos devidamente.
O Mijanaesquina voltou a blogar.
Regressou para nos deliciar com o seu estilo (que conhecemos de outras andanças, de outros fóruns).
Fazemos voltos para que as «entradas» sejam regulares.
O projecto «Percursos» resultado de uma parceria entre o Centro Cultural de Belém (CCB) e as cidades de Évora, Lisboa, Coimbra e Viseu, envolvendo artistas portugueses e estrangeiros, sem esquecer as companhias residentes das cidades envolvidas, arranca este sábado em Évora para mais de meia centena de espectáculos que prometem animar a cidade durante nove dias.
O objectivo do festival, segundo a autarquia eborense, passa pela descentralização das actividades artísticas, tais como teatro, poesia e canto.
As câmaras municipais de Alcácer do Sal, Alcochete, Azambuja, Barreiro, Évora, Grândola, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Torres Vedras subscreveram uma resolução, onde começam por dizer que "face aos acontecimentos recentes, que põem em causa a sobrevivência da Associação de Música Educação e Cultura, da sua Escola de Música e da Orquestra Metropolitana, que desrespeitam os direitos dos alunos, funcionários e músicos, e que dão continuidade à especulação lançada sobre a AMEC e o maestro Miguel Graça Moura, entendem os signatários, na sua qualidade de associados promotores regionais desta instituição, não poder nem dever ficar indiferentes".
A Itália pediu ao Banco Central Europeu para pôr notas de um e dois euros em circulação. A ideia, segundo a Comunicação Social, partiu do ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, e foi apresentada na reunião, desta terça-feira, do Ecofin, no Luxemburgo.
De acordo com Giulio Tremonti, “o consenso sobre essa questão está a crescer e o BCE vai estudar a hipótese” de criar estas notas.
O ministro justifica a sua proposta, com a possibilidade de conseguir combater a inflação em Itália, fixada em 2,8%, segundo os dados de Setembro.
Por outro lado, o ministro italiano considera que as notas de um e dois euros seriam úteis para os italianos, especialmente os mais idosos, que antes “não estavam habituados à moeda metálica de forte valor”.
E o que pensarão os portugueses desta solução?
A Câmara Municipal de Palmela e a Universidade Lusófona deram início, no âmbito da parceria estabelecida entre as duas instituições, a uma pós-graduação em Administração e Desenvolvimento Local e Regional, que será leccionada no Centro de Estudos e Formação Autárquica Luís Sá, destinada a funcionários da Administração Local.
A presidenta da autarquia, Ana Teresa Vicente, e o secretário de Estado da Administração Local, Miguel Relvas, sublinham a importância deste tipo de formação para os funcionários da Administração Pública, como sendo uma forma de melhorar o funcionamento das estruturas estatais.
O membro do Governo, segundo o semanário «Primeira Página», considera que "a percentagem de licenciados na administração pública fica muito aquém do que são as necessidades nesta área" e afirma que "está na altura de apostarmos menos em infra-estruturas e mais na formação dos nossos activos".
O site EscritaCriativa tem primado pelas entrevistas que publica com regularidade e na actualização desta semana dá-nos a conhecer José Goulão que é jornalista desde 1974 e passou pelas redacções de A Capital, o diário, Diário Económico, Valor, Vida Mundial e ganhou reputação como especialista em assuntos do Médio Oriente, através de comentários na TSF e RTP.
Actualmente desempenha o cargo de Director de Comunicação do SCP.
A par da carreira na imprensa fez-se ouvir na “Telefonia de Lisboa”.
Já publicou diversas obras, entre as quais “Massacre e resistência em Beirute”, “O labirinto da Conspiração” e “Noções de Jornalismo”, este último em parceria com José Jorge Letria.
É colaborador de várias publicações portuguesas e estrangeiras.
Recomendamos a leitura atenta da entrevista mas não deixamos de dizer que José Golão considera:
Gabriel Garcia Marquez: mágico
José Saramago: imprevisível
Margarida Rebelo Pinto: prolixa
George W. Bush: déspota
Yasser Arafat: patriota
Jornalismo de guerra: doloroso
Paz no Médio Oriente: possível, imprescindível
O que o preocupa: Que o marketing político seja igual ao dos detergentes
O que o faz rir: Conversar com os meus amigos
E chorar: Uma criança fuzilada ao colo do pai; um pôr-do-sol sobre a Berlenga olhado das areias do Baleal; músicos virtuosos eslavos tocando nas ruas de Copenhaga em troca de esmolas: o desprezo dominante perante a condição humana, a natureza e a arte.
Vícios: Dispersão de actividades
António Vaz Pinto, alto-comissário para a Imigração e Minorias Éticas, diz, esta segunda-feira, em entrevista ao «Público» (pág. 18 e 19), que "não há relação directa entre desemprego e imigração", embora se recuse a associar a sua posição com o facto de Paulo Portas, na «rentrée» do PP, ter dito que "o trabalho disponível no nosso País deve ser, antes do mais, para os portugueses".
Quando lhe perguntam se considera o discurso de Paulo Portas uma «gaffe», António Vaz Pinto responde com simpatia - "Não faço esse tipo de apreciações...»
E quando é interrogado sobre se os imigrantes são de mais para as capacidades de Portugal? - Vaz Pinto é claro: "Não digo isso".
As duas páginas, merecem leitura atenta.
O Movimento Democrático de Mulheres tornou pública uma mensagem da Comissão de Direitos da Mulher do Parlamento Europeu onde apela à divulgação do grito das mulheres do Iraque para a reconstrução do seu país e pela restituição da soberania nas mãos do seu povo.
Irak: la reconstruction passe par les femmes
Les membres de la commission des Droits de la femme ont tenu à manifester leur solidarité vis-à-vis des femmes irakiennes, après avoir entendu plusieurs témoignages lors d'une audition publique ce mercredi. Devant une assistance très nombreuse, des militantes irakiennes pour la paix, la démocratie et les droits des femmes ont expliqué les difficultés rencontrées dans le processus de reconstruction, notamment à Bassora et Bagdad.
Elles ont sollicité l'aide de l'Union et du Parlement européen afin de renforcer et soutenir le rôle des femmes dans la société.
Les femmes irakiennes sont actuellement confrontées à la violence, à l'insécurité et à la discrimination. Les villes sont dégradées et sales, les armes circulent librement. Dans cette atmosphère, la participation à la vie sociale et économique, l'accès à l'école et à la vie politique sont quasiment impossibles, ont dit plusieurs d'entre elles, ajoutant que la
violence est un phénomène ancien qui plonge ses racines dans un système tribal traditionnel, autrefois instrumentalisé et manipulé par le régime de Saddam Hussein. De nombreuses femmes ont dû quitter le pays et s'inquiètent pour l'avenir de leurs familles et de l'Irak. Elles veulent créer des réseaux et, avec détermination, réclament l'assistance de la communauté internationale.
L'aide de l'UE pourrait se centrer sur le soutien psychologique, la création d'emplois, la construction d'orphelinats et d'infrastructures pour les veuves et handicapés, de centres de formation, l'organisation de stages en Europe, la création d'ateliers de couture,... Le Parlement européen devrait, selon elles, envoyer une délégation en Irak afin d'évaluer la situation sur place, ou bien soutenir l'organisation d'une conférence internationale et la
mise en place de réseaux de femmes. Les Nations unies et l'Europe devraient aussi accélérer le transfert de la souveraineté à la population d'Irak.
Les députées du Parlement se sont engagées à soutenir leur cause mais, ont-elles insisté, il faut que les femmes irakiennes participent, elles-mêmes, à la reconstruction et à la démocratisation du pays. Elles ont posé des questions sur le sens de la charia, le port du voile, la peine de mort et la nouvelle Constitution dont la rédaction est en cours. Le
Parlement européen s'est engagé à être vigilant par rapport à la reconstruction de l'Irak, ont expliqué les membres de la commission, tout en insistant pour que les fonds de l'Union soient accessibles aux femmes.
Au cours de l'audition, des représentants des Nations unies et de la Commission européenne ont expliqué les grandes lignes de leur action. En conclusion, la présidente, Mme Anna KARAMANOU (PSE, GR), a rappelé les engagements du Conseil européen de Salonique, qui demandait à la Commission de suivre et analyser la situation en Irak. Le PE devrait amener le commissaire PATTEN à prendre en compte le rôle des femmes dans la reconstruction de l'Irak. Enfin, la présidente a signalé l'importance de la prochaine conférence des donateurs. En Irak, en Afghanistan et partout ailleurs, les femmes ont un rôle essentiel à jouer dans les processus de paix, dans les négociations et la politique internationale, a-t-elle ajouté.
Valdemar Cruz, no Intróito, destaca a oportunidade do trabalho que António Guerreiro dá à estampa, esta semana, no «Actual/Expresso» (pág.54 e 55) e, como bom observador, lembra que "não há, na imprensa portuguesa, muitos textos aos quais valha a pena voltar, para uma leitura mais cuidada, ou para que melhor se perceba a dimensão do pensamento proposto".
Diz o experiente jornalista que "o artigo de António Guerreiro... é uma dessas raras excepções, pelo modo como analisa o fenómeno da proliferação de blogs em Portugal e, em particular, pelo desassombro com que ousa beliscar o que parece intocável: o Abrupto, do deputado do PSD José Pacheco Pereira.
"Recupero aqui - diz Valdemar Cruz - um excerto, que não dispensa a leitura da totalidade do artigo:
«Aquilo que Pacheco Pereira representa no território dominante dos clérigos da opinião é uma criação específica do nosso espaço público, não poderia existir senão em Portugal.
«À primeira vista, o seu blog parece uma tentativa de ‘desjornalizar’ a sua escrita e de entrar no campo mais afável do discurso cultural e do apontamento pessoal. Mas há algo de mais jornalístico, nos nossos dias, do que estas deambulações sócio-político-culturais, em formato magazinesco, servidas por um político? Não há».
«Fiz questão de escrever por extenso o que António Guerreiro resumiu num único adjectivo: onde ele diz «político», eu escrevo «deputado do PSD». Poderia ser do PS, do PCP ou do BE, que a linha de raciocínio seria a mesma.
«O Pacheco Pereira é provavelmente o único «bloger» profissional do espaço português. Isto, no sentido em que o tempo dedicado pelo eurodeputado a rechear o seu «blog», mais que um passatempo, mais que um «hobby», mais que a satisfação de uma inocente apetência pessoal para comunicar com os outros, constitui uma tarefa político-partidária com a mesma importância de qualquer outra a que se dedique no parlamento europeu.
«O Abrupto não constitui uma ocupação de tempos livres. O Abrupto é todo um programa ao serviço de uma estratégia política e ideológica bem definida, feito sob a capa de uma aparente tolerância, mas transformado num espaço tendencialmente totalitário. Isto porque, ao pretender assumir-se como «a» referência dos blogs portugueses – e, não por acaso, o próprio Pacheco Pereira fez questão, há dias, de anunciar que o seu blog está no «top» de preferências - o Abrupto proporciona ao deputado do PSD uma desproporcionada ocupação do espaço comunicacional, que passa ainda por uma presença assídua nos jornais, porventura nas rádios e agora também na televisão.
«Há, no entanto, um aspecto que me intriga. O unanimismo suscitado pelo Abrupto é compatível com uma certa radicalidade de pensamento cultivada por Pacheco Pereira? Ou esse posicionamento radical começa a transformar-se em pouco mais que uma pose?
«À direita – ele diz que não é de direita – Pacheco Pereira aparece como o rosto de uma heterodoxia que claramente entusiasma e cativa alguns sectores de uma certa esquerda (digamos assim).
«Só ainda não percebi se o que cativa é a forma como Pacheco Pereira sabe expor o mais reaccionário dos pensamentos, ou se é mesmo ao conteúdo das suas propostas que devemos atribuir a audiência de que usufrui .
«A ser verdadeira a segunda das hipóteses, e como o pensamento radical é, por definição, minoritário, estaremos perante um paradoxo que talvez o eurodeputado, licenciado em Filosofia, possa explicar. É que, ou eu estou a ter acesso a uma cópia desfocada, ou há aqui algo que não bate certo.»
O jornalista Ruben de Carvalho publica, ao sábado, no «Diário de Notícias», uma crónica onde dá destaque, com o saber adquirido ao longo dos muitos anos na difícial profissão que desde cedo abraçou, a factos que incomodam o dia a dia do cidadão.
Ruben de Carvalho não abdica dos princípios que fizeram dele um jornalista com credenciais conhecidas e, muito menos trai a sua postura política e isso fica patente, mais uma vez, na página 9 da edição de hoje do «DN».
Saldos
O Governo PSD quer vender a particulares uns eufemísticos «créditos do Estado» no campo dos impostos e da Segurança Social.
Trata-se de vender a privados o direito de cobrar impostos em atraso mediante o pagamento à cabeça pela aquisição de tal direito. O que implica, evidentemente, a revelação a privados de elementos sobre os contribuintes visados, desbragada violação do sigilo fiscal. Anticonstitucional, portanto.
E representa um retrocesso de dois séculos sobre os fundamentos do Estado de direito moderno.
O direito de cobrar impostos tornou-se exclusivo do Estado acabando com a prática das monarquias centralizadas onde a capacidade fiscal era detida pelo poder real mas susceptível de por ele ser concedido a terceiros, nomeadamente, aristocratas terratenentes possuidores de meios de coação violenta, isto é, forças armadas ou de polícia.
O monopólio da violência pelo Estado está intimamente ligado ao monopólio fiscal do Estado.
Os contratos do dr. Durão Barroso para a cobrança dos «créditos» vão devassar cidadãos, ter polícias e tribunais privados, actuar sobre os recalcitrantes, fazer arrestos, confiscos, vendê-los?
Um Governo de vendilhões, um país em saldo.
A SIC deu honras de abertura do «Jornal da Noite», desta quinta-feira, à notícia de que o ministro do Ensino Superior concedeu uma autorização especial à filha do «companheiro» ministro dos Negócios Estrangeiros, para permitir a sua entrada no curso de medicina da Faculdade de Ciências da Universidade Nova e logo recebeu os “améns” de Luís Filipe Ferreira, director-geral do Ensino Superior, que salientou que Pedro Lynce não cometeu nenhuma ilegalidade, lembrando que “a lei permite-lhe fazer o que fez”, acrescentando que se trata de “um regime especial”.
Sabe-se que a filha do ministro Martins da Cruz é uma boa estudante, que teve elevadas notas na candidatura, mas não conseguiu colocação, pelo que requereu a admissão ao abrigo de uma cláusula que deixou de se verificar há cerca de um ano, segundo o que foi “detectado” pela estação de Carnaxide.
Diz a lei, que os filhos dos diplomatas colocados no estrangeiro podem entrar nas universidades portuguesas sem realizar exames de acesso independentemente dessas notas, desde que tenham completado o Ensino Secundário fora do País.
Como se sabe, Martins da Cruz era o embaixador de Portugal, em Espanha, quando foi nomeado para ministro dos Negócios Estrangeiros, no ano passado.
A filha, como é natural, acompanhou-o no regresso a Portugal e abdicou de concluir o ensino secundário no país vizinho deixando, assim, de cumprir os requisitos especiais estipulados na lei.
O País ficou a comentar a medida de Pedro Lynce, como se ela tivesse algo de especial. Nada disso, o ministro do Ensino Superior apenas usou dos seus poderes contribuindo para que mais uma jovem estudante não tivesse que ficar, como tantos outros, a deambular de café em café, durante um ano à espera de nova tentativa.
E que mal terá uma tomada de posição destas?
Boa medida senhor ministro. É mais um estudante a pagar propinas.
As pessoas estão desencantadas com o que acontece no dia a dia e buscam na Comunicação Social algo que lhes dê ânimo para suportarem as amarguras da vida.
E aí encontram de tudo... mas não tudo.
Certamente não encontram quem diga bem, sem interesse próprio, sem ter como objectivo propagandear os seus actos ou os dos seus amigos ou correligionários.
E, para se verem compensados passaram a participar nos «fóruns» dos sites mas, porque havia limitações, começaram a surgir os «blogues», onde cada um diz o que quer e critica a seu belo prazer.
Neste campo, porque achamos que nem tudo está mal na vida, lançamos o «Dizer bem», onde procuraremos comentar o que achamos bem neste canto da Península Ibérica, cá bem no “Cú da Europa”.
Sabemos que temos pela frente tarefa difícil. Dizer Bem.
Não é fácil... pela simples razão de não haver muito campo onde colher.
Vamos tentar e, para começar dizemos bem da luta que os estudantes universitários estão a travar contra o aumento das propinas.
Diz-se que muitos dos que estão contra as propinas, vão para a Universidade, de automóvel, o que não terá nada de mal, porque toda a gente tem direito a andar de carro...
A luta dos estudantes tem a grande vantagem de mostrar que a juventude está viva e irreverente e, mesmo que nalguns casos não colha a totalidade da razão, pelo menos tem o mérito de estar contra o poder.
Jorge Santos